28 de mar de 2011

22 de mar de 2011

Selo Vale a pena Ler de Novo



1. Médico de almas e de homens de Taylor Caldwell

2. O menino do pijama listrado de John Boine

3. O guia do Imperador de Marco Aurélio

4.  - Interrogações
    - ‘’Entre Aspas’’
    - Valter Poeta
    - Posts à Beira Mar
    - Artes Plásticas e Literatura: trabalhos, processos, interações
    - Das Artes
    - Casa Decorada
    - Aprendiz
    - Universo em si
    - Pelo Céu da minha Boca

21 de mar de 2011

Olavo Bilac

Ouvir Estrelas

Ora ( direis ) ouvir estrelas!
Certo, perdeste o senso!
E eu vos direi, no entanto
Que, para ouví-las,
muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto

E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila.
E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.


Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?
Que sentido tem o que dizem,
quando estão contigo? "

E eu vos direi:
"Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas´´

18 de mar de 2011

Depois da Tempestade vem a bonança



"E Ele, despertado, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou e houve grande bonança" (Mc 4:39).''


Quando é feita a anunciação de um grande espetáculo, seja o futebol ou o carnaval, sento-me e espero passar, os comentários post festum são sempre mais acalorados do que o ato em si.
Com o carnaval 2011 não foi diferente, tivemos fogos em barracões, enchentes na cidade do samba, dilúvio em São Paulo, mas nada parou essa, que é o considerada a maior festa popular do mundo.
Depois de ver o vídeo da jornalista Rachel Sheherazade, com um pouco mais de 3 minutos, e algo em torno de 583103 acessos, entendi que o Carnaval deixou de ser a *festa popular* há muito tempo.



*A festa é uma necessidade social em que se opera uma superação das condições normais de vida. (...) É um acontecimento que se espera, criando-se assim uma tensão coletiva agradável, na esperança de momentos excepcionais. (...) A festa é a expressão de uma expansividade coletiva, uma válvula de escape ao constrangimento da vida quotidiana. Da economia passa-se à prodigalidade; da discrição à exuberância. Surgem as manifestações de excesso, nos mais ricos por ostentação, nos mais pobres por compensação (Birou, 1966: 166) *


A nova contratada do SBT-SP teve a coragem que há muitos faltam, e tirou da sua garganta o grito preso contra uma das maiores farsas do nosso País: o Carnaval.
Seu vídeo foi considerado polêmico, mas porque sempre quando se fala a verdade nesse País somos chamados de polêmicos? Os ‘’grandões’’ se incomodam com a verdade, verdade essa que eles têm certeza absoluta que está dormindo em berço esplêndido, visto que seu povo dança, samba, urina em lugares públicos, faz orgias, engravida, pega doença num período de 2 dias, oficializados em nosso calendário ( em algumas cidades é carnaval o ano todo), mas quando a verdade acorda algumas vezes ao ano, os grandões se preocupam e a intitulam ''polêmica''.

Em um pouco mais de 3 minutos ela ‘’lava a alma’’ e derruba a máscara do carnaval brasileiro.
Parabéns pela coragem dessa jornalista, e ao SBT por contratá-la, valorizando assim a inteligência, audácia e perspicácia que hoje tanta falta faz aos meios de comunicação.


Mariane Boldori

14 de mar de 2011

Cine Brasil - Bruna Surfistinha

Estreou nos cinemas do Brasil o filme que conta a história de Raquel Pacheco, para os que ainda não se familiarizaram com o nome, darei seu codinome: Bruna Surfistinha.

Posso estar com esse post fomentando o desejo inconsciente de homens e mulheres em assisti-la, até mesmo incentivando a compra do livro que deu base a tudo isso, mas preciso dividir algo com vocês, meus amigos.
Não estou aqui para julgar as atitudes dessa jovem, ex-prostituta, ex-drogada, escritora e ‘’blogueira’’.
Estou aqui para que vocês me ajudem a entender como um filme que tem palavrões, sexo, drogas e nenhum valor de coisa alguma atraiu mais de 1 milhão de espectadores?
Lembro-me hoje do livro que foi febre mundial na década de 80: Cristiane F., 14 anos, drogada e prostituída.
O livro foi feito após dois anos de depoimentos da própria Cristiane para seus autores, e, ainda hoje, é um livro que dá certo, assim como seu filme pós-literatura. Alguma semelhança com Bruna Surfistinha não é mera coincidência.
Confesso que não fui ao cinema assistir ao filme de Bruna Surfistinha, estreado por Debora Secco, mas perguntei a algumas pessoas que foram o que acharam do mesmo, e as respostas foram parecidas: ‘’É’’, ou ‘’Nossa!’’, ou ‘’Sei lá, é legal’’.

Respostas vagas, para um filme que não agrega e não desagrega, visto que hoje se torna tão comum em nossas programações televisivas, conforme já conversamos em meu post sobre a televisão.
Fui atrás de informações sobre a senhorita Bruna, queria achar o tal ‘’mel’’ que essa moça tem para render tanto. Descobri que na sua última entrevista, antes do lançamento do filme, dado à Marília Gabriela ela disse algumas frases que me deixaram perplexa pela facilidade em falar de sexo hoje: ‘’Eu uno o útil ao agradável, eu queria ganhar dinheiro e gosto de fazer sexo’’.
Não sou dessa época, não da época em que o sexo era tão exposto como é hoje, ainda estou me adaptando, mas penso que no íntimo, no subconsciente o que meus conhecidos e amigos quiseram me dizer quando os indaguei sobre o que acharam do filme era algo como: ‘’Eu adorei, usarei tais dicas ainda hoje com minha esposa’’, um pouco de Kama Sutra para o casamento ou namoro quebra a rotina e rejuvenesce.
Não há outra explicação: brasileiro gosta sim de sexo, e muito. E a Bruna Surfistinha tem o material completo que as pessoas buscam: é bonita, jovem e sem vergonha alguma para contar suas poses e inovações na cama.
Não escrevo aqui para chocá-los, penso que o falar em sexo ainda cause alguma reação não esperada em um grupo limitado, mas creio que o mistério esteja desvendado de tamanha bilheteria nacional, anteriormente quebrada apenas por Tropa de Elite 2.

Mariane Boldori



1 de mar de 2011

Um ser chamado Mulher

  Na semana que antecede ao Dia Internacional da Mulher, podemos falar sobre a história dela a qual não é de longe apenas a sua história, mas de todos que convivem com a mulher  mãe, professora, médica, boia-fria, enfermeira, dona de casa, e tantas mulheres, que estão encarnadas em apenas uma, pois uma única mulher carrega todas que encontra pelo seu caminho quando vai à luta.    
Fazemos parte desta mulher guerreira,que não se deixa abater.       


 
Um ser chamado Mulher



Ser mulher é muito difícil, mas não é impossível. Se fosse, não existiriam tantas mulheres maravilhosas transitando e mudando o mundo para melhor. Claro que existem aquelas incompetentes, interesseiras, ignorantes, insignificantes e tantos outros defeitos comecem ou não com a letra “i”, mas essas “i” qualquer coisa, a gente ignora com todos os “iii”.

Vamos falar de mulheres que sabem ser mulher, e isso inclui ser bela e faceira, por uma vida inteira, vivendo cada fase, adaptando-se ao tempo que, fatalmente, a deixará com rugas, que ela verá como sinais de experiência, com os seios meio caídos que, para ela será a recompensa por tantas vezes ter dado o peito em alimento a um filho ou como abrigo a um amigo que chorava, então, se com o tempo, seus seios ficarem meio flácidos, não será um motivo de tristeza, mas sim de alegria, por tanto amparo que causaram. O tempo também e, certamente, a deixará com a barriguinha saliente, que ela verá que, acima de uma barriga, ela é um ventre que gera vida, que recebe o sêmen, que já é a semente mas, se caísse em qualquer outro lugar, morreria sem nada gerar e, se gera, é por que um ventre o recebe, une a um óvulo e ainda serve de moradia a esse ser que começa a crescer...
Mas ser mulher é muito mais do que isso – é saber cozinhar, mesmo queimando o dedo, é saber guardar segredo e enfrentar tudo sem medo. Ser nobre de alma, saber perdoar sempre, sem medo de ser chamada de boba, na verdade bobo é quem acha que uma mulher tem que ser dura com os errantes, pisotear os amantes e posar de “top”. Tem que ser guerreira sim, mas no dia-a-dia, criar poesia, lutar por um mundo mais justo, aprender a levar susto sem surtar. Assumir que não é bonita 24 horas por dia, tem fases em que incha, outras em que pechincha, tem a cara de noite mal dormida, a cara de mal agradecida, cara de oferecida e, além de muitas outras, ainda tem a cara de noite bem vivida...



 Ser mulher é vestir-se de forma ousada ou recatada, depende de onde é esperada. É ser forte e resistente, driblar qualquer dor, do parto, da rejeição no quarto, de ser trocada pela “melhor amiga”, de menstruar todos os meses, mas ainda quando esse sangue desce cedo demais, ali pelos oito anos de idade em que a vontade é correr alegremente, mas a dor no ventre é tanta que desiste-se da brincadeira sem saber direito por que, entre tantas meninas no mundo, tinha logo que ser com ela. Mesmo assim, não tem choradeira, por que sabe que a dor é passageira, logo cessará e a brincadeira irá reiniciar-se, até que no próximo mês em que irá menstruar e...


Ser mulher é ser mãe, pode ser de filhos legítimos ou adotivos, ou até daqueles que vão se chegando, com cara de carente, vão ficando e, quando se percebe, na nossa casa já estão morando. Mas também é ser mãe de gatos, cachorros e tantos outros animais sejam adquiridos em caros pet shops sejam recolhidos das “pet ruas” que é onde mais se acham esses seres que tantas alegrias nos dão.

Ser mulher é ser feia e bonita, é ver-se pelo avesso, olhar-se no espelho da alma, saber perder a calma e encontrá-la em seguida, é pedir desculpas, é saber errar e se perdoar... É saber que a Ciência já comprovou que a mulher foi o primeiro ser, neste planeta, a ter vida biológica, o que, aliás, tem lógica, já que a mulher gera o ser em seu ventre. Contrariando os princípios de tantas crenças e religiões que pregam a superioridade masculina e seu surgimento antes da mulher, mas neste ponto resta uma dúvida, se a mulher foi o primeiro ser, quem a fecundou?...  
Mas, antes de sugerirmos mais um dilema, já há tantos no Universo, termino essa prosa em verso, dizendo que ser mulher é tudo isso e muito mais. Ser mulher é partir desse meu texto e se completar. Ser mulher é, acima de tudo, saber ser um grande ser...



O outro lado da cegueira

Um dos trechos mais comentados e que mais aprofundam o leitor dos personagens é quando Saramago escreve:  “O medo cega (…) são palavras c...