22 de ago de 2011

Seu Anjo

Seu Anjo

Eu queria ser um anjo
Daqueles caídos que amam sem pudor
Eu queria ser um anjo
Para levar a brisa comigo quando estivesse junto de você
Eu queria ser um anjo
Para tocar o seu corpo suavemente com as minhas asas
Eu queria ser um anjo
Para dizer o quanto te amo sem para isso precisar mover meus lábios
Eu queria ser um anjo
Para trazer paz ao seu coração após a concretização do nosso amor
Eu queria ser um anjo
Para tirar os seus medos, suas tristezas, e enxugar suas lágrimas com meus beijos
Eu queria ser um anjo
Eu queria ser o seu anjo...


17 de ago de 2011

Solidão por Chico Buarque


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passearou fazer sexo… Isto é carência. Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…Isto é saudade. Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio. Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida… Isto é um princípio da natureza. Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto é circunstância. Solidão é muito mais que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma.

6 de ago de 2011

Isso, Isso, Isso!

O SBT, numa excelente estratégia para angariar mais IBOPE, bem como sucumbindo à pressão dos fãs do seriado Chaves/Chapolin no Tweeter, iniciou no mês de Agosto a exibição dos episódios ‘’perdidos’’.
Eu sou fã confessa desses seriados.
Temos livros, teses e trabalhos psicológicos e semióticos sobre o Chaves, mas penso comigo: um trabalho cujo tema é a simplicidade, não há como estudá-lo na complexidade de tais ciências.
Os números que envolvem o seriado Chaves são impressionantes: está há 40 anos no ar, exibido em mais de 120 países, o Twitter de Roberto Bolaños, criador do Chaves e seu intérprete, tem mais de um milhão de seguidores em menos de 2 meses.
Quando eu era criança adorava ver o ‘’Seu Madruga’’ pulando em seu chapéu quando a ‘’Dona Florinda’’ dava um tapa em seu rosto e seu filho ‘’Quico’’ o chamava de gentalha. Achava engraçado e ficava com pena dele. E só.
Hoje, as cenas são as mesmas, mas a visão é outra: violência e bullying.
Quando o autor criou o seriado, ou os seriados, ele não quis ir além da simplicidade no cotidiano das pessoas que moram em uma vila, as crianças que brincam de uma forma saudável, a convivência dos vizinhos, e a pobreza no País de terceiro mundo.
Talvez esteja aí,o encanto de Chaves, seu tema será sempre atual.
E quando o assistimos, nos dá vontade de resgatar certos valores, e brincadeiras.
Quem teve sua infância no interior, sabe muito bem como era bom brincar de amarelinha, pular corda, brincar de boneca de pano, transformar uma poça de água no rio onde você colocará seu barquinho de papel.
Não há teses para explicar o porquê gosto de Chaves, eu apenas gosto. Gosto de chegar em casa ligar a TV depois de um dia de trabalho, e saber que assistirei a um programa cujos personagens são parecidos com a minha realidade.
Nada de joias, futilidades, carros importados, mesas com caviar, e personagens que nos ensinam a trair, clonar quadros e vendê-los no mercado negro, ludibriar os humildes para alcançar nossos objetivos como podemos perceber nas novelas.
Nossas crianças precisam resgatar os valores que nós tínhamos quando éramos novos. Precisam saber como é bom ajudar seu vizinho, que a vida tem sim suas dificuldades financeiras, que há outras milhares de crianças com fome no mundo, que o sol não nasceu para todos.
O SBT acerta em manter Chaves no ar por tantos anos. E espero que por muito mais.
Eu li em uma das matérias sobre o SBT que o mesmo é uma rede da ‘’Arca de Noé’’ por ter apresentadores mais velhos e programas reprisados.
Por gentileza, apresentem para mim um programa INÉDITO, cujo apresentador seja BOM e que valha a pena assisti-lo.
Não há. Falo aqui em TV aberta.
Tremo só de pensar o destino que terá nossos programas televisos, filmes e músicas daqui para frente.
O cinema está relançando filmes que já foram sucesso: Planeta dos Macacos, Star Wars.
Agora lança Smurfs, o filme. Desenho esse da década de 80.
As músicas estão sendo regravadas.
Os programas, todos sabem, são cópias pioradas uns dos outros.


Seja pelo tema, pelos personagens caricatos ou pela simplicidade, Chaves vai permanecendo, sem muito alarde, na ativa.




Mariane Boldori

O outro lado da cegueira

Um dos trechos mais comentados e que mais aprofundam o leitor dos personagens é quando Saramago escreve:  “O medo cega (…) são palavras c...